Umbigocentrismo

20.5.04


"Criança"
Toda criança quer ser grande. E persegue tal desejo (que para ela é necessidade) com muita vontade. Dorme todo dia pensando que amanhã tudo vai ser mais fácil, porque ela vai ser "mais grande".
Quer crescer para dormir mais tarde, para sair sozinha, comprar o brinquedo e ver filme de terror. Para usar maquiagem, salto alto e fazer as unhas. Depois para ser gente grande, ter uma profissão e trabalhar, se apaixonar e casar.
Quando termina de crescer, a criança quer diminuir, voltar a ser gente pequena e depender da mamy.
Difícil é não saber para onde se quer ir. É não saber se já cresceu ou se nem começou. É saber que tem que se maquiar todo dia, trabalhar para ter uma profissão. Ter que sair sozinha e dormir tarde. É saber que pirulito faz mal, dá gastrite e até úlcera.
Difícil é ver os dois lados e não estar em nenhum.
bigos


"Sapatos"
Mulheres são seres, no mínimo, estranhas.
Num momento de muito estresse essa semana, combinei com a Gi que quando terminarmos a prova de Planejamento Financeiro na 5ª feira que vem, vamos comer sorvete e comprar sapatos.
Sorvete, óbvio, de chocolate, afinal, não existe remédio melhor. Sapatos, porque são sapatos. Toda mulher tem uma queda por sapatos. Já assistiram Sex and the City? Então, a Carrie compra sapatos em diversos episódios. Num deles ela escolhe um rosa com plumas.
Não vou exagerar assim, mas estou louca por um par de bonecas pretas e um simples de salto vermelho para o inverno...
Já escrevi sobre a identificação de pessoas fashion pelos sapatos. Andei pensando que a necessidade da mulher de estar sempre por cima da carne seca no que diz respeito à moda pode influenciar (e muito) esse comportamento consumista de sapatos.

meninos, não entendam mal. Mas loucura é loucura. Principalmente nas mulheres.
bigos


"Autoridade"
Ontem, levei uma bronca do chef de cozinha do hotel. Não era minha culpa, minha função ou qualquer outra coisa, mas eu levei a bronca. Não sabia que ele podia tudo o que tinha vontade de poder ou mandar.
Sempre fugi de pessoas autoritárias, que além de mandar, ficam bravas e estressadas com qualquer coisa e que, pior, não me dão o dieito de resposta num diálogo de gente normal.
Meu pai é assim. Mas, no fundo, ele tem o direito. Mas, ninguém mais. Se meu pai eu já anda contornando, por que qualquer pessoa se acha no direito de mandar em mim?
Estou para descobrir. Não vou poder comer o prato frio que é a vingança, pelo menos não ainda. Mas, pensemos assim: como Chef, ele já é tudo o que ele pode ser. como estagiária, eu posso ser muito mais e aí... Acho que vai demorar uns 10 anos... Pode ser que eu não o encontre nunca mais... mas pode ser que eu o demita um dia...
bigos

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