Umbigocentrismo

2.12.04


"Coruja"
Virei coruja. Desde ontem estou trabalhando no turno da tarde: das 15h até uma hora dessas.
Portanto, se precisarem (ou quiserem) falar comigo, telefonem pela manhã ou de madrugada ne meu cel., ou deixem recados na minha caixa postal!
Viva poder dormir até mais tarde!!!!!!!!!
bigos


"Comidinhas hoje"
Pessoas que forem entregar TCC hoje:
Vamos comer? Depois claro... O que vocês acham?
Parece bom, né?
E sexta? Rola alguma coisa?
Sábado... café da manhã e tatoo da Gi! Marcadíssimos! Umas 9h, ok?

Gente, não consigo largar de vocês....
bigos

30.11.04


"Nem sempre"
Nem sempre a chuva cai para baixo para lavar o chão. Às vezes, ela sobe, para lavar a alma.
Nem sempre as coisas são do jeito que a gente quer. Àsvezes, Deus escreve certo por linhas tortas.
Nem sempre vamos realizar todos os nossos desejos. Às vezes, vamos desistir deles, por livre e espontânea vontade.
Mas eu escrevi isso para dizer que nem sempre mulher ganham flores. Àsvezes, elas dão.
bigos


"TCC 5.968"
Gente! Imprimi a final version do meu trequinho! Versão beta, atualizada e corrigida e final, porque eu não tô güentando mais.
Amanhã, para a gráfica para encadernação de luxo. Acho que tá tudo em ordem...
bigos

28.11.04


"Formatura 3"
Gente, passou! E foi o máximo. Dores de cabeça a parte, foi lindo. Parabéns para a comissão!!!
Houve uma hora, no meio da balada, que eu não acreditei que aquela era a minha formatura. Que ali estavam acabando os últimos anos da minha vida. Vou sentir tanta falta...
Bom, mas este post veio com outras intenções: publicar o discurso de formatura. É meio grande, mas assim quem quiser poder ler e guardar para a posteridade.
Desculpem os erros de português, essas páginas são apenas as minhas anotações, que até o dia da festa eu não pensava em torna-las públicas.
Divirtam-se!

Discurso de Formatura do Curso de Bacharelado em Hotelaria, turma 2004 (25/11/2004)

Boa noite a todos, alunos, pais, mães, familiares, professores e amigos.
Primeiramente, bem vindos a nossa formatura como Bacharéis em Hotelaria pela Faculdade Senac. É uma honra para mim estar aqui em cima, falando para vocês em nome de todos, assim com me faz muito feliz me formar hoje, junto com essa turma.
Há um pouco menos de um ano atrás, eu estava assistindo a colação de grau dos formandos de 2003, e ouvindo os discursos, pensei comigo que gostaria de representar minha turma na nossa formatura. Quando chegou a hora de escolher os oradores da classe, não tive coragem de me candidatar. Mas minhas amigas tiveram essa coragem. E aqui estou.
Formaturas são momentos nostálgicos, para agradecer aqueles que estiveram ao nosso lado nesses últimos anos, nossos professores, pais e, principalmente, nossos amigos.
Com essa classe dividi dores e alegrias, conheci lugares e pessoas. Foram 4 anos, longos se vistos daquela época, em que tudo começou. Hoje, posso perceber como foram curtos esses 4 anos, insuficientes perto de tudo o que ainda temos para viver. Mudamos muito, não somos mais os mesmos. Se entramos na faculdade com sonhos, hoje saímos com planos.
Nossas idéias tomaram forma dentro da sala de aula número 17 do Centro de Turismo e Hotelaria do Senac, nos hotéis escolas de Campos do Jordão e Águas de São Pedro e pelos locais que juntos percorremos.
Vamos a um exercício simples. Vocês lembram do nosso primeiro dia de aula? Fechem os olhos, quais são as imagens daquele dia em que entraram pela primeira vez naquele prédio na Francisco Matarazzo? De quem são os rostos que vocês vêem? Quais são as memórias que vocês têm? Como ficou seu rosto cheio de tinta durante a pintura do trote?
Naquela noite, depois de uma tarde chuvosa, um ciclo começou, uma fase de nossas vidas se iniciou. Aquele foi o primeiro passo para a nossa vida adulta. E nesse ciclo, com certeza, um dos mais importantes da nossa história, aprendemos como conviver com as diferenças e com as dificuldades, aprendemos a superar nossos medos e a realizar nossos sonhos.
Assim como, aprendemos, durante esses anos, como desmembrar gastos, calcular índices de desempenho, estudar e formular um action plan, descobrimos o que é revenue, no-show e gueridon. Aprendemos que lazer é uma forma de sociabilização, assim como comer. Aprendemos que aplicar juros compostos é tão divertido quanto ler códigos e leis da Embratur. Aprendemos que é remoage, que fluxogramas e organogramas são coisas diferentes, aprendemos sobre desejos e expectativas, sobre caixas e moedas, o que é um andar-tipo e como as pupilas são importantes para a gestão ambiental.
Ouvimos pessoas importantes, gerentes gerais, organizadores de grandes eventos, críticos e editores de revistas da área, diretores de vendas e marketing, responsáveis pelo desenvolvimento de grandes negócios e, principalmente, nossos professores.
Responsáveis pelo nosso aprendizado, lutaram todos os dias para entra naquela sala de aula, muitos, após uma longa jornada de trabalho, outros vindos de outras cidades para dar aula. Mas com certeza, todos saíam cansados das aulas em nossa classe. Turma difícil, alguns diziam, outros tinha a certeza que não estávamos aprendendo nada. Outros ainda, comentavam que não conseguiam ir embora graças ao bombardeio de questões e comentários. Opiniões diferentes, de pessoas diferentes, sobre um mesmo fenômeno: a nossa turma.
Aliás, não serão só esses professores que lembraram de nós. Parte da população de Campos de Jordão e de Águas de São Pedro não se esqueceram de nós tão cedo. Durante o mês em que passamos nos hotéis escola do Senac, trabalhamos juntos, nos divertimos juntos e moramos juntos. Se, ao sair de São Paulo para o estágio, tínhamos a certeza de que, depois de todo aquele mês, nunca mais iríamos querer estar juntos novamente, nos enganamos. Voltamos mais unidos e cúmplices um dos outros. Dividimos as saudades de casa e das pessoas que deixamos e compartilhamos novos amigos.
Além disso, limpamos carpetes com escovinha de dentes (sem encostar os joelhos no chão), limpamos armários e janelas, metodicamente, com 4 paninhos, da esquerda para a direita, de cima para baixo. Descascamos pepinos, quebramos dúzias de ovos e enrolamos incontáveis brigadeiros. Fizemos omeletes e servimos feijoada. Atendemos telefonemas, guardamos chaves, carregamos bandejas e malas, queimamos talheres. Brincamos com (ou como) crianças e consertamos caldeiras.
Na nossa semana gastronômica, fizemos nosso próprio almoço, selecionamos cardápio, compramos alimentos, cozinhamos, servimos, fizemos a decoração, ensaiamos danças e alegramos o dia de alguém, nem que tenha sido o nosso próprio.
Era tão difícil levantar da cama para trabalhar depois de uma longa noite por aquelas cidades. Histórias memoráveis, boatos fortíssimos e frases inesquecíveis que nos fazem rir até hoje sozinhos, lembrando de daqueles dias.
Vou sentir saudades. Vou sentir saudades daqueles dias em que não assistíamos aula para bater papo na lanchonete ou nas escadas, e daqueles dias em que não queríamos ir embora porque a aula estava muito boa e as discussões, ferventes. Vou sentir falta das vezes em que brigamos por nossos direitos de alunos, com narizes de palhaços e apitos escandalosos pelos corredores. Vou sentir saudades daqueles que dividiram suas noites comigo nesses quatro anos. Vou sentir falta até, e principalmente, das noites viradas terminando projetos interdisciplinares ou em baladas e viagens por aí. Acho que simplesmente vou sentir saudades.
Mas, como eu já disse, formaturas são momentos para nostalgias e agradecimentos, vamos deixar a primeira parte para trás e agradecer aquelas pessoas que sonharam conosco esse dia e o esperaram tanto quanto nós nos ver de beca e capelo, aqui em cima, nosso pais, mães e todos os nossos familiares.
Em nome de toda a turma: Obrigado, por terem sonhado e lutado conosco. Obrigado por terem acreditado e investido no nosso futuro. Espero que hoje, nós possamos provar o quanto estamos agradecidos.
E pedimos um favor: que estejam do nosso lado enquanto corremos atrás do sucesso e da satisfação pessoal. Vamos, agora viver nossas experiências, dar a cara a tapa nesse mercado de trabalho, subir degraus, cair, viver nossos dias, superar nossas dificuldades, chorar nossas derrotas e, principalmente, comemorar, com vocês, as nossas vitórias.
Amigos, tenham certeza que escolhemos uma carreira difícil. Servir requer muito mais do que conhecimento, requer paixão, inteligência, calma e dignidade. Administrar requer mais do que um diploma, requer conhecimento daquilo que administramos e das pessoas com as quais convivemos.
Lembrem-se de que espontaneidade é sempre uma virtude, nunca uma defeito. De que pró-atividade é uma obrigação. De que as pessoas trabalham com você e não para você. E acima de tudo, lembrem-se de se divertir, porque quando você para de se divertir com aquilo que você faz, não mais o fará bem e não mais será feliz. Ah, claro! Nunca apoiem seus joelhos no chão.
E por último, com essa chave, trancamos as portas desse ciclo na faculdade, e abrimos as portas para o mundo. E sou obrigada a parafrasear: Nos encontramos pelos hotéis do mundo, hoteleiros ou hóspedes.
Muito obrigada.
bigos

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